Exactly one year ago I desembarked from Costa Concordia and I'd like to THANK YOU all special people who came into my life when I was having a big challenge. You taught me many things about different languages and cultures, but especially about LIFE and about myself.
I'm a people's person and that's why there is no nationality in my heart, I LOVE each one of you because of your personalities and most of all, 'cause you showed me that my honest SMILE would guide me through any hard time...
You made me feel beautiful when I was miserable, you were there for me when I was in pain. We shared difficulties and great moments in and out of the shipaaaa. THANKS A LOT.
This year my mother passed away, and I'd probably be depressed if I hadn't had this ship experience. Life is moving on, I'm teaching English for Brazilians in Florianopolis, a nice island in the South of Brazil. COME ANY TIME.
I'm glad to be ALIVE and with you guys I learned that we have to LIVE TODAY as if it were the last day. For that, I THANK YOU once again.
We're still together, no mather how far we go.
Love,
Ana Clara Tellini Figueredo
Páginas
9 de novembro de 2011
A MIS AMIGOS LATINOS
Hace un año que me desembarque de Costa Corcordia y me gustaria dar GRACIAS a todos mis amigos latino americanos, para mi no hay fronteras, somos un solo corazón. A cada paisano mio que se desembarcava, un latino venia a trabajar en su lugar, y despues de darme cuenta de lo lindo que es ser brasileña, ustedes me ENSEÑARAM que yo era también latina, entonces passe a hacer parte de una familia que no es hecha por peruanos, colombianos, paraguayos ni hondurenhos, pero una familia de nombre CARIÑO.
La mayor parte de ustedes tenia mas experiencia que yo, y no solo aprendi a trabajar con mas ALEGRIA, pero tambien encontre mi lugar, que era al lado de mi gente, los que hacen fuerza para mantener todo caminando. Entonces GRACIAS por la comida, bebida y fiestas en cabinas, pero mas GRACIAS por acceptarme como soy de pecho abierto.
Creo que todos sepam que vivi 2 meses en Colombia con el famoso Flaco, entonces creo que pueda hablar español con ustedes el proximo encuentro. Si, espero verlos otra vez en mi vida, y quiero que sepam que BRASIL ÉS SU CASA TAMBIEN.
Este año mi madre se murrió y muchos me enviaran mensagens de apoyo y fé, otra vez, GRACIAS HERMANOS. La vida sigue caminando, soy English teacher en una gran escuela de ingles y español en FLORIANÓPOLIS, una isla magica al Sur de Brasil. Mi casa es su casa, DE VERDAD.
Los llevo conmigo donde voy.
Con amor,
Ana Clara Tellini Figueredo
La mayor parte de ustedes tenia mas experiencia que yo, y no solo aprendi a trabajar con mas ALEGRIA, pero tambien encontre mi lugar, que era al lado de mi gente, los que hacen fuerza para mantener todo caminando. Entonces GRACIAS por la comida, bebida y fiestas en cabinas, pero mas GRACIAS por acceptarme como soy de pecho abierto.
Creo que todos sepam que vivi 2 meses en Colombia con el famoso Flaco, entonces creo que pueda hablar español con ustedes el proximo encuentro. Si, espero verlos otra vez en mi vida, y quiero que sepam que BRASIL ÉS SU CASA TAMBIEN.
Este año mi madre se murrió y muchos me enviaran mensagens de apoyo y fé, otra vez, GRACIAS HERMANOS. La vida sigue caminando, soy English teacher en una gran escuela de ingles y español en FLORIANÓPOLIS, una isla magica al Sur de Brasil. Mi casa es su casa, DE VERDAD.
Los llevo conmigo donde voy.
Con amor,
Ana Clara Tellini Figueredo
AOS MEUS PAISANOS
Há exatamente um ano atrás eu desembarquei do Costa Concordia. Quero AGRADECER a todos aqueles que passaram por meu caminho, aqueles que vibraram comigo em Santos, quando embarcar era apenas um sonho. Mas quero AGRADECER especialmente a esse povo brasileiro que conheci a bordo.
Eu não sabia muito bem a importância de ter paisanos a bordo porque só fiz 17 dias de temporada brasileira, e só percebi que precisava me juntar aos meus quando vi um a um TODOS os brasileiros desembarcarem - sim, eu fui a última brasileira que embarcou no Brasil a desembarcar na Europa. Mas como a vida não é quantidade, mas qualidade, conheci muitos de vocês no fim de contrato e ainda sim construímos uma amizade verdadeira, quase que palpável por nossas fotos.
A gente riu junto, chorou junto, bebeeeeeeu junto, mas acima de tudo, a gente se apoiou contra (a maioria dos) nossos chefes exploradores, tivemos horas lindas e dias únicos fora do navio. Por isso quero dizer OBRIGADA a vocês que enxugaram minhas lágrimas de indignação, que me fizeram sentir bonita mesmo quando eu estava cansada demais, obrigada a vocês que me ENSINARAM que meu sorriso me abriria portas, corações e mentes.
Sempre lutei contra o rótulo de vagabundo que esse povo de navio deus pros brasileiros, o que eu vi lá foi uma gente guerreira, ALEGRE e orgulhosa do seu país. Me disseram que quando eu desembarcasse eu ia perceber que o Brasil era o melhor país do mundo, não nos acho melhor do que ninguém, mas sou nacionalista de carteirinha. O Brasil é a nossa casa, e casa é sempre o melhor lugar do mundo.
Desembarquei dia 9 de novembro de 2010 em Palermo SOZINHA, fui a Milano encontrar o abraço de duas grandes amigas, chorei ao sentir o solo brasileiro em São Paulo e finalmente caí nos braços da minha mãe em Porto Alegre pedindo pra ela não me deixar embarcar nunca mais. NUNCA MAIS não existe e o futuro a Deus pertence, mas o poder de escolha é tudo e eu tirei a Costa da minha vida no dia em que decidi não carregar meus uniformes caros pro outro lado do oceano...
Em janeiro deste ano fui ao Rio de Janeiro e passei por outro processo seletivo de outra cia e decidi não embarcar. Em fevereiro fui de mala e cuia, na verdade não levei meu kit chimarrão, pra Bogotá, Colombia pra viver com meu namorado, que muitos de vocês não conheceram. Em dois meses eu voltei pra minha terra pra me despedir da minha mãe, ela estava com um tumor no cérebro e duas semanas depois que voltei ao Brasil, ela faleceu. Talvez se eu não tivesse passado por essa prova de superação do navio, não teria forças pra escrever pra vocês hoje, mas vocês me ensinaram que a VIDA continua e pode sempre ser melhor.
Meu notebook foi roubado um mês após meu desembarque e por isso não escrevi mais nem postei mais fotos. Mesmo assim, todos nossos momentos estão bem guardados na minha memória - mas quem quiser mandar fotos e vídeos, eu dou meu e-mail!
Então minha mãe morreu dia 7 de abril de 2011 e dia 21 eu estava em Florianópolis pra receber o carinho e o apoio de duas grandes amigas, dois grandes corações que cruzaram meu caminho no Concordia e que acolheram minha dor, respeitaram meus momentos de solidão e me provaram que perto do mar tudo estaria bem. O Fernando (colombiano) viveu aqui no Brasil um tempo também, e nesta fase contei com o apoio de um cara muito especial que fala diversas línguas e tem um coração gigante, cria do Discordia também.
Assim foi, escrevo pra vocês de Floripa, 6 meses já se passaram e estou aqui de English teacher de uma grande escola de inglês. Cada um de nós tomou seu rumo, mas ainda espero reencontrar muitos de vocês.
OBRIGADA pelo carinho brasileiro, pela amizade gratuita e por tudo que vocês me ensinaram. LEVO VOCÊS NO MEU CORAÇÃO ONDE QUER QUE EU VÁ.
Com amor,
Ana Clara Tellini Figueredo
Eu não sabia muito bem a importância de ter paisanos a bordo porque só fiz 17 dias de temporada brasileira, e só percebi que precisava me juntar aos meus quando vi um a um TODOS os brasileiros desembarcarem - sim, eu fui a última brasileira que embarcou no Brasil a desembarcar na Europa. Mas como a vida não é quantidade, mas qualidade, conheci muitos de vocês no fim de contrato e ainda sim construímos uma amizade verdadeira, quase que palpável por nossas fotos.
A gente riu junto, chorou junto, bebeeeeeeu junto, mas acima de tudo, a gente se apoiou contra (a maioria dos) nossos chefes exploradores, tivemos horas lindas e dias únicos fora do navio. Por isso quero dizer OBRIGADA a vocês que enxugaram minhas lágrimas de indignação, que me fizeram sentir bonita mesmo quando eu estava cansada demais, obrigada a vocês que me ENSINARAM que meu sorriso me abriria portas, corações e mentes.
Sempre lutei contra o rótulo de vagabundo que esse povo de navio deus pros brasileiros, o que eu vi lá foi uma gente guerreira, ALEGRE e orgulhosa do seu país. Me disseram que quando eu desembarcasse eu ia perceber que o Brasil era o melhor país do mundo, não nos acho melhor do que ninguém, mas sou nacionalista de carteirinha. O Brasil é a nossa casa, e casa é sempre o melhor lugar do mundo.
Desembarquei dia 9 de novembro de 2010 em Palermo SOZINHA, fui a Milano encontrar o abraço de duas grandes amigas, chorei ao sentir o solo brasileiro em São Paulo e finalmente caí nos braços da minha mãe em Porto Alegre pedindo pra ela não me deixar embarcar nunca mais. NUNCA MAIS não existe e o futuro a Deus pertence, mas o poder de escolha é tudo e eu tirei a Costa da minha vida no dia em que decidi não carregar meus uniformes caros pro outro lado do oceano...
Em janeiro deste ano fui ao Rio de Janeiro e passei por outro processo seletivo de outra cia e decidi não embarcar. Em fevereiro fui de mala e cuia, na verdade não levei meu kit chimarrão, pra Bogotá, Colombia pra viver com meu namorado, que muitos de vocês não conheceram. Em dois meses eu voltei pra minha terra pra me despedir da minha mãe, ela estava com um tumor no cérebro e duas semanas depois que voltei ao Brasil, ela faleceu. Talvez se eu não tivesse passado por essa prova de superação do navio, não teria forças pra escrever pra vocês hoje, mas vocês me ensinaram que a VIDA continua e pode sempre ser melhor.
Meu notebook foi roubado um mês após meu desembarque e por isso não escrevi mais nem postei mais fotos. Mesmo assim, todos nossos momentos estão bem guardados na minha memória - mas quem quiser mandar fotos e vídeos, eu dou meu e-mail!
Então minha mãe morreu dia 7 de abril de 2011 e dia 21 eu estava em Florianópolis pra receber o carinho e o apoio de duas grandes amigas, dois grandes corações que cruzaram meu caminho no Concordia e que acolheram minha dor, respeitaram meus momentos de solidão e me provaram que perto do mar tudo estaria bem. O Fernando (colombiano) viveu aqui no Brasil um tempo também, e nesta fase contei com o apoio de um cara muito especial que fala diversas línguas e tem um coração gigante, cria do Discordia também.
Assim foi, escrevo pra vocês de Floripa, 6 meses já se passaram e estou aqui de English teacher de uma grande escola de inglês. Cada um de nós tomou seu rumo, mas ainda espero reencontrar muitos de vocês.
OBRIGADA pelo carinho brasileiro, pela amizade gratuita e por tudo que vocês me ensinaram. LEVO VOCÊS NO MEU CORAÇÃO ONDE QUER QUE EU VÁ.
Com amor,
Ana Clara Tellini Figueredo
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